Grupos de defesa da privacidade dizem que TikTok violou regras sobre coleta de informações de crianças

Empresa já havia fechado acordo com autoridades e pagado uma multa por colher dados de menores de 13 anos, o que é contra uma lei de proteção nos EUA. Grupos de defesa de privacidade denunciam que TikTok não cumpriu acordos sobre privacidade de crianças nos EUA. Dado Ruvic/Reuters Um grupo de organizações de defesa da privacidade está apresentando uma queixa na Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (14), alegando que o popular aplicativo TikTok violou um decreto de consentimento e uma lei que protege a privacidade das crianças on-line. TikTok cresce e já tem 1,5 bilhão de downloads De acordo com essas organizações, o TikTok não conseguiu tirar do ar todos vídeos feitos por crianças menores de 13 anos, como aceitou em fazer sob um acordo com a FTC anunciado em fevereiro de 2019. Por que somente usuários com mais de 13 anos podem criar perfis em redes sociais? A porta-voz da TikTok, Hilary McQuaide, disse em resposta à nova reclamação que "levamos a privacidade a sério e estamos comprometidos em ajudar a garantir que o TikTok continue sendo uma comunidade segura e divertida para nossos usuários". Como parte do acordo de consentimento, a FTC havia dito que o TikTok, então conhecido como Musical.ly, sabia que crianças menores de 13 anos usavam o aplicativo e sem o consentimento dos pais para coletar nomes, endereços de e-mail e outras informações pessoais. A empresa pagou uma multa de 5,7 milhões de dólares na ocasião. Mas, segundo os grupos, o TikTok falhou em excluir informações pessoais sobre usuários crianças, conforme prometeu que iria fazer quando fechou o acordo com as autoridades. "Descobrimos que o TikTok atualmente tem muitos usuários com menos de 13 anos de idade e muitos deles ainda têm vídeos de si mesmos que foram enviados em 2016, anos antes do decreto de consentimento", disseram os grupos na denúncia. A decisão do TikTok de criar contas para crianças menores de 13 anos com menos funções e coleta de dados não cumpriu os requisitos da Ato de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Coppa, na sigla em inglês), porque a empresa ainda coleta informações, que são compartilhadas com terceiros que as usam para publicidade. Além disso, as crianças podem facilmente evitar o uso da versão infantil do aplicativo não assinalando sua verdadeira idade, disseram os grupos. "O TikTok continua sendo um dos aplicativos mais populares do mundo, e é amplamente usado por crianças e adolescentes nos Estados Unidos, por isso é especialmente importante que a FTC investigue rápida e minuciosamente as práticas do TikTok e tome medidas efetivas", disseram os grupos em sua queixa.

Grupos de defesa da privacidade dizem que TikTok violou regras sobre coleta de informações de crianças
Empresa já havia fechado acordo com autoridades e pagado uma multa por colher dados de menores de 13 anos, o que é contra uma lei de proteção nos EUA. Grupos de defesa de privacidade denunciam que TikTok não cumpriu acordos sobre privacidade de crianças nos EUA. Dado Ruvic/Reuters Um grupo de organizações de defesa da privacidade está apresentando uma queixa na Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (14), alegando que o popular aplicativo TikTok violou um decreto de consentimento e uma lei que protege a privacidade das crianças on-line. TikTok cresce e já tem 1,5 bilhão de downloads De acordo com essas organizações, o TikTok não conseguiu tirar do ar todos vídeos feitos por crianças menores de 13 anos, como aceitou em fazer sob um acordo com a FTC anunciado em fevereiro de 2019. Por que somente usuários com mais de 13 anos podem criar perfis em redes sociais? A porta-voz da TikTok, Hilary McQuaide, disse em resposta à nova reclamação que "levamos a privacidade a sério e estamos comprometidos em ajudar a garantir que o TikTok continue sendo uma comunidade segura e divertida para nossos usuários". Como parte do acordo de consentimento, a FTC havia dito que o TikTok, então conhecido como Musical.ly, sabia que crianças menores de 13 anos usavam o aplicativo e sem o consentimento dos pais para coletar nomes, endereços de e-mail e outras informações pessoais. A empresa pagou uma multa de 5,7 milhões de dólares na ocasião. Mas, segundo os grupos, o TikTok falhou em excluir informações pessoais sobre usuários crianças, conforme prometeu que iria fazer quando fechou o acordo com as autoridades. "Descobrimos que o TikTok atualmente tem muitos usuários com menos de 13 anos de idade e muitos deles ainda têm vídeos de si mesmos que foram enviados em 2016, anos antes do decreto de consentimento", disseram os grupos na denúncia. A decisão do TikTok de criar contas para crianças menores de 13 anos com menos funções e coleta de dados não cumpriu os requisitos da Ato de Proteção à Privacidade Online das Crianças (Coppa, na sigla em inglês), porque a empresa ainda coleta informações, que são compartilhadas com terceiros que as usam para publicidade. Além disso, as crianças podem facilmente evitar o uso da versão infantil do aplicativo não assinalando sua verdadeira idade, disseram os grupos. "O TikTok continua sendo um dos aplicativos mais populares do mundo, e é amplamente usado por crianças e adolescentes nos Estados Unidos, por isso é especialmente importante que a FTC investigue rápida e minuciosamente as práticas do TikTok e tome medidas efetivas", disseram os grupos em sua queixa.