Huawei diz que decisão dos EUA de restringir fornecimento de chips é 'arbitrária'

Na semana passada, o governo de Donald Trump anunciou que expandiria as restrições globais sobre possibilidade de negociação com empresas chinesas. Huawei afirma que novas restrições comerciais impostas pelos EUA são arbitrárias. REUTERS/Aly Song A Huawei em sua primeira resposta oficial à decisão do governo de Donald Trump de restringir seu acesso a suprimentos globais de chips chamou, nesta segunda-feira (18), a medida de "arbitrária" e disse que seus negócios seriam impactados. "Esperamos que nossos negócios sejam inevitavelmente afetados. Vamos tentar o máximo possível para encontrar uma solução", disse o presidente Guo Ping em seu discurso na cúpula anual de analistas da Huawei. "Sobrevivência é a palavra-chave para nós no momento", disse Guo em uma sessão de perguntas e respostas. Guo disse que a Huawei está comprometida em cumprir as regras dos EUA e aumentou significativamente seu estoque, pesquisa e desenvolvimento para atender às pressões norte-americanas. A decisão de sexta-feira do Departamento de Comércio dos EUA amplia a autoridade do país para exigir licenças de vendas para a Huawei de semicondutores fabricados no exterior com tecnologia norte-americana, ampliando seu alcance para interromper as vendas da segunda maior fabricante mundial de smartphones. A empresa foi incluída na "lista de entidades" do Departamento de Comércio há um ano devido a preocupações de segurança nacional, em meio a acusações de Washington de que a empresa violou sanções dos EUA ao Irã e que é capaz de espionar clientes de seus equipamentos. Secretário de Defesa americano chama Huawei de ameaça A Huawei tem negado as acusações e buscou licenças especiais para conseguir manter negócios com seus parceiros. Proibição que bane Huawei de negociar com empresas americanas é prorrogada A Huawei disse que a nova decisão dos EUA é "arbitrária e prejudicial e ameaça minar a indústria em todo o mundo". "A Huawei se opõe categoricamente às emendas feitas pelo Departamento de Comércio dos EUA sobre a regra de produtos estrangeiros que visam especificamente a Huawei", afirmou em comunicado, acrescentando que a inclusão da empresa na lista de entidades por Washington também não tem justificativa. Guo disse que a Huawei gastou US$ 18,7 bilhões comprando de fornecedores norte-americanos no ano passado e continuará comprando deles se o governo dos EUA permitir. Ele disse que os clientes apoiaram a empresa, mas reconheceu que ficou mais difícil conquistar contratos desde que a Huawei foi adicionada à lista de entidades. A empresa teve que reescrever 60 milhões de linhas de código e investir o trabalho de mais de 15 mil pessoas em pesquisa e desenvolvimento, como forma de lidar com as pressões criadas ao ser colocada na lista de proibição comercial. Ele acrescentou que a Huawei desde então se comprometeu a cumprir todas as regras e regulamentos do governo dos EUA, mas, apesar de seus esforços, o governo dos EUA decidiu continuar e ignorar completamente as preocupações de muitas empresas e associações do setor.

Huawei diz que decisão dos EUA de restringir  fornecimento de chips é 'arbitrária'
Na semana passada, o governo de Donald Trump anunciou que expandiria as restrições globais sobre possibilidade de negociação com empresas chinesas. Huawei afirma que novas restrições comerciais impostas pelos EUA são arbitrárias. REUTERS/Aly Song A Huawei em sua primeira resposta oficial à decisão do governo de Donald Trump de restringir seu acesso a suprimentos globais de chips chamou, nesta segunda-feira (18), a medida de "arbitrária" e disse que seus negócios seriam impactados. "Esperamos que nossos negócios sejam inevitavelmente afetados. Vamos tentar o máximo possível para encontrar uma solução", disse o presidente Guo Ping em seu discurso na cúpula anual de analistas da Huawei. "Sobrevivência é a palavra-chave para nós no momento", disse Guo em uma sessão de perguntas e respostas. Guo disse que a Huawei está comprometida em cumprir as regras dos EUA e aumentou significativamente seu estoque, pesquisa e desenvolvimento para atender às pressões norte-americanas. A decisão de sexta-feira do Departamento de Comércio dos EUA amplia a autoridade do país para exigir licenças de vendas para a Huawei de semicondutores fabricados no exterior com tecnologia norte-americana, ampliando seu alcance para interromper as vendas da segunda maior fabricante mundial de smartphones. A empresa foi incluída na "lista de entidades" do Departamento de Comércio há um ano devido a preocupações de segurança nacional, em meio a acusações de Washington de que a empresa violou sanções dos EUA ao Irã e que é capaz de espionar clientes de seus equipamentos. Secretário de Defesa americano chama Huawei de ameaça A Huawei tem negado as acusações e buscou licenças especiais para conseguir manter negócios com seus parceiros. Proibição que bane Huawei de negociar com empresas americanas é prorrogada A Huawei disse que a nova decisão dos EUA é "arbitrária e prejudicial e ameaça minar a indústria em todo o mundo". "A Huawei se opõe categoricamente às emendas feitas pelo Departamento de Comércio dos EUA sobre a regra de produtos estrangeiros que visam especificamente a Huawei", afirmou em comunicado, acrescentando que a inclusão da empresa na lista de entidades por Washington também não tem justificativa. Guo disse que a Huawei gastou US$ 18,7 bilhões comprando de fornecedores norte-americanos no ano passado e continuará comprando deles se o governo dos EUA permitir. Ele disse que os clientes apoiaram a empresa, mas reconheceu que ficou mais difícil conquistar contratos desde que a Huawei foi adicionada à lista de entidades. A empresa teve que reescrever 60 milhões de linhas de código e investir o trabalho de mais de 15 mil pessoas em pesquisa e desenvolvimento, como forma de lidar com as pressões criadas ao ser colocada na lista de proibição comercial. Ele acrescentou que a Huawei desde então se comprometeu a cumprir todas as regras e regulamentos do governo dos EUA, mas, apesar de seus esforços, o governo dos EUA decidiu continuar e ignorar completamente as preocupações de muitas empresas e associações do setor.