‘A Culpa É do Cabral’ aposta no entrosamento para a ‘melhor temporada’ de todas

O Comedy Central estreia nesta terça-feira (2), às 23h, a nova temporada de “A Culpa É do Cabral“, um dos programas mais longevos e populares do canal no Brasil. E a expectativa é de que a atração chegue ao auge nos novos episódios. “Acredito que essa seja a melhor temporada de ‘A Culpa É do […]

‘A Culpa É do Cabral’ aposta no entrosamento para a ‘melhor temporada’ de todas
O Comedy Central estreia nesta terça-feira (2), às 23h, a nova temporada de “A Culpa É do Cabral“, um dos programas mais longevos e populares do canal no Brasil. E a expectativa é de que a atração chegue ao auge nos novos episódios. “Acredito que essa seja a melhor temporada de ‘A Culpa É do Cabral'”, disse o apresentador Fabiano Cambota em entrevista à Jovem Pan. Ele considera que o entrosamento entre o elenco, formado ainda por Rafael Portugal, Nando Viana, Rodrigo Marques e Thiago Ventura, é a chave para isso. “Os anos trouxeram intimidade e isso fica bem explícito no palco. A gente consegue se divertir muito quando está junto e o público também se diverte”, explicou. O programa vai para a oitava temporada, inteiramente gravada antes da pandemia da Covid-19. É o quarto ano seguido em que o quinteto está no ar no canal pago. Fora do palco, a amizade entre eles também é forte. “A gente se encontra com uma frequência muito grande. Temos um grupo de WhatsApp, só nós cinco, em que a gente há muito tempo não fala do programa, é só besteira”, contou Cambota. A nova temporada de “A Culpa É do Cabral”, que vai contar com a participação de Tiago Abravanel já na estreia, será a primeira desde o lançamento de “A Culpa É da Carlota“, humorístico que aposta no mesmo formato, mas com comediantes mulheres. Para Cambota, a novidade foi algo bom. “‘A Culpa é da Carlota’ e ‘A Culpa É do Cabral’ têm o mesmo formato, é mais tempo desse formato na grade do Comedy Central. As pessoas ficam habituadas a esse humor. Não é só o humor em sim, mas a cadência que esse programa”, explicou o apresentador. Com 13 episódios, a oitava temporada de “A Culpa É do Cabral” vai manter o formato e os integrantes que tornaram o programa a principal atração do Comedy Central no país. A ideia é seguir com a fórmula enquanto ela der certo. “A gente estabeleceu um sarrafo alto. Se chegar um momento que a gente não atingiu esse sarrafo, vai ser hora de parar”, disse Cambota. Leia abaixo a entrevista com Fabiano Cambota: Jovem Pan: O que os fãs podem esperar da nova temporada de “A Culpa É do Cabral”? Fabiano Cambota: Acredito que essa seja a melhor temporada de “A Culpa É do Cabral”. Os anos trouxeram intimidade e isso fica bem explícito no palco, a gente consegue se divertir muito quando está junto e o público também se diverte. É um programa de amigos, e estou incluindo o público que está assistindo. Estamos muito próximos dessas pessoas e as pessoas de nós. Jovem Pan: Qual é a maior dificuldade em se manter relevante depois de tantas temporadas?Fabiano Cambota: A relevância do humorista é enquanto você é engraçado. Nossa obrigação é ser sempre divertido. A gente procura inovar, trazer novidades em relação à temporada anterior, e a gente traz. Mas o mais importante é ser engraçado, divertir as pessoas que estão em casa assistindo ao programa. É para isso que a gente serve. Jovem Pan: Você acha que o programa já deixou um legado no humor brasileiro?Fabiano Cambota: Dizer que tem um legado é se achar demais. É difícil analisar, olhando por dentro, enxergar essa relevância toda. É relativamente recente o sucesso do programa, a gente tem quatro anos, sendo que a grande maioria das pessoas descobriu o programa há pouco mais de dois anos. A gente sabe que é um programa que faz muito sucesso na TV fechada brasileira, mas é o tempo quem tem que dizer se vai deixar um legado para o humor. A gente está mais preocupado em ser efetivamente engraçado do que qualquer outra coisa. Agora, eu acho que esse legado, que atualmente não existe, ele pode vir a acontecer realmente dependendo da longevidade associada à qualidade. Não adianta ele [o programa] durar muito e a qualidade cair. A gente presta atenção para que ele dure bastante com a qualidade lá em cima. Jovem Pan: “A Culpa É da Carlota” vai influenciar essa nova temporada de alguma maneira? Fabiano Cambota: Influencia no melhor dos sentidos. “A Culpa É da Carlota” e “A Culpa É do Cabral” têm o mesmo formato, é mais tempo desse formato na grade do Comedy Central. As pessoas ficam habituadas a esse humor. Não é só o humor em sim, mas a cadência que esse programa. Estando exposto mais tempo no ar, é ótimo para todo mundo. Sobre a comparação, a gente já imaginou que fosse existir e que fosse ser um pouco cruel com as meninas. A gente está partindo para a oitava temporada, as meninas estão na primeira. A gente está acostumadíssimo, com toda a intimidade do mundo, já tinha amizade antes do programa existir, então hoje o programa é uma conversa de sala. Fazer uma comparação é muito irresponsável. É para elas o que a gente viveu há quatro anos. Jovem Pan: Como é ver o mesmo formato do seu programa sendo usado por humoristas mulheres? Você curtiu?Fabiano Cambota: Meu olhar é mais técnico. O humor, para quem faz, é menos intuitivo do que parece, a gente entende os caminhos que chegam à risada. Dentro do programa “A Culpa É da Carlota”, enxergo um milhão de qualidades e onde houve problemas. Há de se entender que era a primeiríssima temporada, que as meninas já chegam com o fantasma de um programa que está no ar há bastante tempo, elas sabiam que iam ser comparadas. Não acho que o humor de homens e mulheres é diferente, o humor de comediantes é diferente. A gente teve uma evolução muito grande da primeira temporada do Cabral para a segunda, e tenho certeza absoluta que elas também vão ter. Essa evolução é muito rápida. A gente sabe que elas são muito boas de palco, de humor. Se eventualmente ocorreu algum erro dentro da primeira temporada, era a primeira temporada. Jovem Pan: Vocês pensaram em fazer mudanças no elenco para a nova temporada? Você acha que o programa ainda funcionaria se algum humorista fosse trocado?Fabiano Cambota: A gente não pensou em fazer troca hora nenhuma de humorista. Na verdade, é muito difícil a gente prospectar isso para o futuro. Cada um de nós cinco tem suas carreiras em paralelo e pode eventualmente ocorrer alguma coisa que nos afaste do programa. O maior benefício que a gente tem, por enquanto, é a nossa proximidade. Imagine que Rodrigo, Nando e Thiago moram no mesmo prédio. A gente se encontra com uma frequência muito grande. Temos um grupo de WhatsApp, só nós cinco, em que a gente há muito tempo não fala do programa, é só besteira. A gente faz shows juntos. Ainda tem muita lenha para queimar, tem muita coisa para mostrar, para divertir. Se ocorrer, no futuro, de algo afastar algum integrante, acredito que a gente até consiga repor de alguma forma ou de outra, mas não tem porquê fazer isso por enquanto. Jovem Pan: Depois da nova temporada, como você vê o futuro do programa?Fabiano Cambota: O futuro do programa está diretamente ligado à graça que ele tem. Enquanto ele tiver graça, vai ter futuro. Eu sou uma pessoa muito autocrítica, ao final da gravação de uma temporada, já sei o que funcionou e o que não funcionou. As pessoas do Comedy Central também são. O sucesso do programa não faz com que a gente passe pano para o que não funciona. Talvez isso seja o segredo para o futuro. As pessoas riem muito durante o programa, a gente não pode mais se dar o luxo de ser lento. A gente estabeleceu um sarrafo alto, se chegar um momento em que a gente não atingiu esse sarrafo, vai ser hora de parar. O futuro é composto por graça e novidade. A gente tem que saber mesclar o que é novidade sem tirar a essência do programa. Para cada temporada a gente traz uma coisa nova. O grupo de roteiristas, que é incrivelmente bom, pensa coisas malucas e novidades que a gente encara com a maior diversão do mundo. A gente agradece ao Comedy Central por proporcionar essa liberdade de novidades. Eles trazem coisas novas para a gente e a gente leva para eles. Enquanto funcionar dessa forma, vai ter futuro. A gente precisa ter tranquilidade de que o futuro depende da graça, e a graça depende do tesão. Enquanto houver tesão, vai ter graça. Enquanto houver graça, vai ter futuro.