Aplicativos suspeitos de cobrar assinaturas muito caras são novamente encontrados na App Store

Programas oferecem serviços de VPN por valor quatro a dez vezes maior que a média do mercado. iPhone 11 Pro Max Fabio Tito/G1 A fabricante de antivírus Avast identificou três aplicativos que oferecem serviços de VPN na loja de aplicativos da Apple, a App Store, que são suspeitas da prática de "fleeceware" — como vem sendo chamada a cobrança de assinaturas de valores acima do mercado em apps supostamente gratuitos. Os três apps — Buckler VPN, Hat VPN Pro e Beetle VPN — sumiram da App Store nesta terça-feira (9). Mas não é possível saber se a decisão partiu dos próprios desenvolvedores ou da Apple. Um serviço de VPN normalmente custa entre US$ 10 e US$ 15 por mês. Em planos anuais, o preço mensal pode ficar abaixo de US$ 5. Nos apps identificados pela Avast, no entanto, o preço era de US$ 9,99 por semana – ou seja, quatro a dez vezes mais que os preços médios do do recado. Embora os apps estivessem categorizados como "gratuitos" na loja, eles na verdade não oferecem funções grátis. De acordo com a Avast, existia apenas uma avaliação gratuita de três dias. Após esse período, o usuário era cobrado. O blog procurou a Apple para comentar o caso, mas a empresa não retornou o contato até a publicação. A Avast também disse ter denunciado o caso à Apple. Ao contrário da Play Store do Google, a App Store não divulga números oficiais de downloads de cada aplicativo. No entanto, existem estimativas publicadas por consultorias, como a Sensor Tower. Segundo esses dados, os apps identificados pela Avast acumularam quase 800 mil downloads entre abril de 2019 e maio de 2020. Além de ter identificado práticas de cobranças suspeitas, a Avast também desconfia que as avaliações – em sua maioria positivas – poderiam ser falsas. Embora os apps tenham 4,6 a 4,8 estrelas em suas médias de avaliação, os especialistas da companhia não conseguiram sequer utilizar os serviços. O blog apurou que as poucas avaliações negativas deixadas nos aplicativos informam que eles não funcionam, que o usuário está com dificuldade de cancelar a cobrança ou que o app foi divulgado por anúncios que fazem alegações falsas, como aqueles que mentem sobre o aparelho de celular estar contaminado com vírus e divulgam um app como sendo a solução do problema. 'Fleeceware' desafia regras e definições de fraude Especialistas de empresas de segurança têm apontado a existência de aplicativos que oferecem recursos simples a preços muito elevados. A cobrança é sempre realizada por meio de assinaturas nas lojas oficiais, permitindo que os apps em si sejam instalados gratuitamente. Os períodos de teste desses apps são normalmente curtos, raramente chegando a uma semana. O usuário concorda com a assinatura logo após a instalação, mas desinstalar o app não é suficiente para impedir a cobrança. Esse conjunto de fatores cria uma situação em que o usuário pode ser cobrado por um aplicativo que parecia ser grátis ou que foi testado e desinstalado com a expectativa de que não haveria nenhuma cobrança. Embora exista a possibilidade de que esses apps sejam criados exclusivamente para enganar os usuários, os aplicativos em si não realizam nenhuma atividade maliciosa no smartphone e em geral cumprem o que prometem. Por essa razão, os apps não infringem regras específicas das lojas e não é possível classificá-los como "nocivos" ou "falsos" pelas definições usadas atualmente. O que é uma VPN? Um serviço comercial de VPN ("rede virtual privada") é utilizado para criptografar tráfego de internet que sai do smartphone ou computador, criando um "túnel" que esconde a origem real da conexão. Esse tipo de serviço tem sido impulsionado pelo marketing agressivo das empresas que o oferecem – muitas firmam parcerias com influenciadores, youtubers e streamers. No entanto, o serviço de VPN também pode ser vítima de ataques, comprometendo a segurança dos clientes. No mercado empresarial, uma "VPN" é uma solução ou tecnologia para permitir acessos externos à rede da empresa. Pode ser utilizado para permitir ou facilitar o trabalho em home office, por exemplo. Os aplicativos de VPN oferecidos para usuários normalmente não dispõem desse tipo de funcionalidade, servindo apenas para acessar conteúdo já disponível na internet. Como gerenciar assinaturas Para conferir ou cancelar assinaturas da App Store e evitar cobranças recorrentes, confira as instruções aqui. Abaixo, as mesmas instruções da empresa: Abra o app Ajustes. Toque em seu nome. Toque em Assinaturas. (Se a opção "Assinaturas" não estiver disponível, toque em "iTunes e App Store". Em seguida, toque em seu ID Apple > Ver ID Apple, inicie sessão, role para baixo até Assinaturas e toque em Assinaturas.) Toque na assinatura que deseja gerenciar. (veja aqui caso não encontre a assinatura) Toque em Cancelar Assinatura. Se essa opção não estiver disponível, isso indicará que a assinatura já foi cancelada e não será renovada. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Aplicativos suspeitos de cobrar assinaturas muito caras são novamente encontrados na App Store
Programas oferecem serviços de VPN por valor quatro a dez vezes maior que a média do mercado. iPhone 11 Pro Max Fabio Tito/G1 A fabricante de antivírus Avast identificou três aplicativos que oferecem serviços de VPN na loja de aplicativos da Apple, a App Store, que são suspeitas da prática de "fleeceware" — como vem sendo chamada a cobrança de assinaturas de valores acima do mercado em apps supostamente gratuitos. Os três apps — Buckler VPN, Hat VPN Pro e Beetle VPN — sumiram da App Store nesta terça-feira (9). Mas não é possível saber se a decisão partiu dos próprios desenvolvedores ou da Apple. Um serviço de VPN normalmente custa entre US$ 10 e US$ 15 por mês. Em planos anuais, o preço mensal pode ficar abaixo de US$ 5. Nos apps identificados pela Avast, no entanto, o preço era de US$ 9,99 por semana – ou seja, quatro a dez vezes mais que os preços médios do do recado. Embora os apps estivessem categorizados como "gratuitos" na loja, eles na verdade não oferecem funções grátis. De acordo com a Avast, existia apenas uma avaliação gratuita de três dias. Após esse período, o usuário era cobrado. O blog procurou a Apple para comentar o caso, mas a empresa não retornou o contato até a publicação. A Avast também disse ter denunciado o caso à Apple. Ao contrário da Play Store do Google, a App Store não divulga números oficiais de downloads de cada aplicativo. No entanto, existem estimativas publicadas por consultorias, como a Sensor Tower. Segundo esses dados, os apps identificados pela Avast acumularam quase 800 mil downloads entre abril de 2019 e maio de 2020. Além de ter identificado práticas de cobranças suspeitas, a Avast também desconfia que as avaliações – em sua maioria positivas – poderiam ser falsas. Embora os apps tenham 4,6 a 4,8 estrelas em suas médias de avaliação, os especialistas da companhia não conseguiram sequer utilizar os serviços. O blog apurou que as poucas avaliações negativas deixadas nos aplicativos informam que eles não funcionam, que o usuário está com dificuldade de cancelar a cobrança ou que o app foi divulgado por anúncios que fazem alegações falsas, como aqueles que mentem sobre o aparelho de celular estar contaminado com vírus e divulgam um app como sendo a solução do problema. 'Fleeceware' desafia regras e definições de fraude Especialistas de empresas de segurança têm apontado a existência de aplicativos que oferecem recursos simples a preços muito elevados. A cobrança é sempre realizada por meio de assinaturas nas lojas oficiais, permitindo que os apps em si sejam instalados gratuitamente. Os períodos de teste desses apps são normalmente curtos, raramente chegando a uma semana. O usuário concorda com a assinatura logo após a instalação, mas desinstalar o app não é suficiente para impedir a cobrança. Esse conjunto de fatores cria uma situação em que o usuário pode ser cobrado por um aplicativo que parecia ser grátis ou que foi testado e desinstalado com a expectativa de que não haveria nenhuma cobrança. Embora exista a possibilidade de que esses apps sejam criados exclusivamente para enganar os usuários, os aplicativos em si não realizam nenhuma atividade maliciosa no smartphone e em geral cumprem o que prometem. Por essa razão, os apps não infringem regras específicas das lojas e não é possível classificá-los como "nocivos" ou "falsos" pelas definições usadas atualmente. O que é uma VPN? Um serviço comercial de VPN ("rede virtual privada") é utilizado para criptografar tráfego de internet que sai do smartphone ou computador, criando um "túnel" que esconde a origem real da conexão. Esse tipo de serviço tem sido impulsionado pelo marketing agressivo das empresas que o oferecem – muitas firmam parcerias com influenciadores, youtubers e streamers. No entanto, o serviço de VPN também pode ser vítima de ataques, comprometendo a segurança dos clientes. No mercado empresarial, uma "VPN" é uma solução ou tecnologia para permitir acessos externos à rede da empresa. Pode ser utilizado para permitir ou facilitar o trabalho em home office, por exemplo. Os aplicativos de VPN oferecidos para usuários normalmente não dispõem desse tipo de funcionalidade, servindo apenas para acessar conteúdo já disponível na internet. Como gerenciar assinaturas Para conferir ou cancelar assinaturas da App Store e evitar cobranças recorrentes, confira as instruções aqui. Abaixo, as mesmas instruções da empresa: Abra o app Ajustes. Toque em seu nome. Toque em Assinaturas. (Se a opção "Assinaturas" não estiver disponível, toque em "iTunes e App Store". Em seguida, toque em seu ID Apple > Ver ID Apple, inicie sessão, role para baixo até Assinaturas e toque em Assinaturas.) Toque na assinatura que deseja gerenciar. (veja aqui caso não encontre a assinatura) Toque em Cancelar Assinatura. Se essa opção não estiver disponível, isso indicará que a assinatura já foi cancelada e não será renovada. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com