CEOs de gigantes da tecnologia se defendem em audiência no Congresso dos EUA

Comissão investiga se Facebook, Google, Amazon e Apple abusam de posição dominante no mercado e aplicam prática de monopólio. Zuckerberg, Bezos, Pixai e Cook afirmam que enfrentam grande concorrência. Sundar Pichai (Alphabet, matriz da Google), Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e Tim Cook (Apple) em audiência virtual do Congresso dos EUA Reprodução Os CEOs de Facebook, Google, Amazon e Apple compareceram nesta quarta-feira (29), nos Estados Unidos, em uma inédita audiência com os quatro gigantes de tecnologia na Câmara. Uma comissão investiga se as empresas abusam de posição dominante no mercado e aplicam prática de monopólio. Por que o homem mais rico do mundo e outros magnatas vão depor no Congresso dos EUA Mackenzie Scott, ex-mulher de Jeff Bezos, doa R$ 8,6 bilhões para instituições de caridade Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Alphabet, matriz do Google) e Tim Cook (Apple) responderam as perguntas do Comitê Judicial da Câmara de Representantes por videoconferência devido à pandemia do coronavírus. O interrogatório estava marcado para começar a partir das 13h (horário de Brasília), mas teve início apenas às 14h05. A audiência ainda seguia após mais de 4 horas de duração às 18h20. "Eles têm muito poder", disse o democrata David Cicilline, presidente do subcomitê antitruste, no comentário de abertura. "Embora essas empresas dominantes ainda possam produzir novos produtos inovadores, seu domínio está matando os pequenos negócios, a manufatura e o dinamismo geral que são os motores da economia americana", afirmou. Jeff Bezos (Amazon), Mark Zuckerberg (Facebook), Sundar Pichai (Alphabet, matriz do Google) e Tim Cook (Apple) fazem juramento antes de começar o interrogatório Reprodução Os CEOs defenderam as empresas dizendo que eles próprios enfrentam concorrência e rebateram a afirmação de que são dominantes. O congressista Jim Sensenbrenner, por sua vez, fez comentários mais moderados em sua abertura. Ele observou que as grandes empresas da tecnologia foram cruciais nos novos estilos de vida moldados pela pandemia, acrescentando que, com o aumento do poder, cresce o escrutínio. "Ser grande não é necessariamente ruim", disse Sensenbrenner. "Pelo contrário, nos Estados Unidos você deve ser recompensado pelo sucesso." Ele acredita que as leis antitruste do país devem se adaptar às inovações trazidas pelas companhias tecnológicas bem-sucedidas e influentes. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook Em seu discurso de abertura, Zuckerberg disse aos legisladores que a China está construindo sua "versão própria da internet focada em ideias muito diferentes e que está exportando sua visão para outros países". Para o CEO do Facebook, a indústria de tecnologia dos Estados Unidos é uma forma do país compartilhar sua cultura com o mundo. "O Facebook é uma empresa orgulhosamente americana", afirmou Zuckerberg. Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, em audiência por videoconferência nos EUA Reprodução Zuckerberg também foi questionado sobre a compra do Instagram pela empresa em 2012 e, se na época, foi adquirido por ser considerado uma ameaça. Ele respondeu que o acordo havia sido analisado pela Comissão Federal de Comércio. Além disso, Zuckerberg argumentou na época que o Instagram era um pequeno aplicativo de compartilhamento de fotos, e não um fenômeno de mídia social. Jeff Bezos, CEO da Amazon Esta foi a primeira vez que Bezos compareceu a uma audiência no Congresso. O fundador da Amazon disse que não pode garantir que a empresa não esteja acessando dados de vendedores parceiros para fabricar produtos concorrentes, uma alegação que a empresa e seus executivos haviam negado em ocasiões anteriores. Os reguladores analisam se a gigante das vendas online usa dados dos vendedores para criar seus próprios produtos de marca própria. "Temos uma política contra o uso de dados específicos do vendedor para ajudar nossos negócios de marcas próprias", disse Bezos. "Mas não posso garantir a você que essa política não foi violada." Jeff Bezos, dono da Amazon, em audiência nos EUA Reprodução Tim Cook, CEO da Apple Em sua fala de abertura na Câmara, Tim Cook destacou que o mercado de smartphones é "ferozmente" competitivo inclui a chinesa Huawei, que tem sido foco de uma considerável preocupação de segurança nacional dos EUA. Tim Cook, presidente da Apple, em audiência nos EUA Reprodução Sundar Pichai, CEO do Google Durante o questionário, o presidente do subcomitê antitruste, David Cicilline, perguntou para Pichai sobre acusações de que o Google estaria "roubando conteúdo" de pequenos sites, com o objetivo de manter as pessoas conectadas à plataforma da Alphabet. "Não concordo com a caracterização dessa afirmação", disse Pichai. "Sempre focamos em fornecer aos usuários as informações mais relevantes". Sundar Pichai, presidente do Google, em audiência nos EUA Reprodução Jeff Bezos, da Amazon, lidera a lista de mais ricos do mundo Jeff Bezos, dono da Amazon, aumenta a fortuna em US$ 13 bilhõ

CEOs de gigantes da tecnologia se defendem em audiência no Congresso dos EUA
Comissão investiga se Facebook, Google, Amazon e Apple abusam de posição dominante no mercado e aplicam prática de monopólio. Zuckerberg, Bezos, Pixai e Cook afirmam que enfrentam grande concorrência. Sundar Pichai (Alphabet, matriz da Google), Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e Tim Cook (Apple) em audiência virtual do Congresso dos EUA Reprodução Os CEOs de Facebook, Google, Amazon e Apple compareceram nesta quarta-feira (29), nos Estados Unidos, em uma inédita audiência com os quatro gigantes de tecnologia na Câmara. Uma comissão investiga se as empresas abusam de posição dominante no mercado e aplicam prática de monopólio. Por que o homem mais rico do mundo e outros magnatas vão depor no Congresso dos EUA Mackenzie Scott, ex-mulher de Jeff Bezos, doa R$ 8,6 bilhões para instituições de caridade Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Alphabet, matriz do Google) e Tim Cook (Apple) responderam as perguntas do Comitê Judicial da Câmara de Representantes por videoconferência devido à pandemia do coronavírus. O interrogatório estava marcado para começar a partir das 13h (horário de Brasília), mas teve início apenas às 14h05. A audiência ainda seguia após mais de 4 horas de duração às 18h20. "Eles têm muito poder", disse o democrata David Cicilline, presidente do subcomitê antitruste, no comentário de abertura. "Embora essas empresas dominantes ainda possam produzir novos produtos inovadores, seu domínio está matando os pequenos negócios, a manufatura e o dinamismo geral que são os motores da economia americana", afirmou. Jeff Bezos (Amazon), Mark Zuckerberg (Facebook), Sundar Pichai (Alphabet, matriz do Google) e Tim Cook (Apple) fazem juramento antes de começar o interrogatório Reprodução Os CEOs defenderam as empresas dizendo que eles próprios enfrentam concorrência e rebateram a afirmação de que são dominantes. O congressista Jim Sensenbrenner, por sua vez, fez comentários mais moderados em sua abertura. Ele observou que as grandes empresas da tecnologia foram cruciais nos novos estilos de vida moldados pela pandemia, acrescentando que, com o aumento do poder, cresce o escrutínio. "Ser grande não é necessariamente ruim", disse Sensenbrenner. "Pelo contrário, nos Estados Unidos você deve ser recompensado pelo sucesso." Ele acredita que as leis antitruste do país devem se adaptar às inovações trazidas pelas companhias tecnológicas bem-sucedidas e influentes. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook Em seu discurso de abertura, Zuckerberg disse aos legisladores que a China está construindo sua "versão própria da internet focada em ideias muito diferentes e que está exportando sua visão para outros países". Para o CEO do Facebook, a indústria de tecnologia dos Estados Unidos é uma forma do país compartilhar sua cultura com o mundo. "O Facebook é uma empresa orgulhosamente americana", afirmou Zuckerberg. Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, em audiência por videoconferência nos EUA Reprodução Zuckerberg também foi questionado sobre a compra do Instagram pela empresa em 2012 e, se na época, foi adquirido por ser considerado uma ameaça. Ele respondeu que o acordo havia sido analisado pela Comissão Federal de Comércio. Além disso, Zuckerberg argumentou na época que o Instagram era um pequeno aplicativo de compartilhamento de fotos, e não um fenômeno de mídia social. Jeff Bezos, CEO da Amazon Esta foi a primeira vez que Bezos compareceu a uma audiência no Congresso. O fundador da Amazon disse que não pode garantir que a empresa não esteja acessando dados de vendedores parceiros para fabricar produtos concorrentes, uma alegação que a empresa e seus executivos haviam negado em ocasiões anteriores. Os reguladores analisam se a gigante das vendas online usa dados dos vendedores para criar seus próprios produtos de marca própria. "Temos uma política contra o uso de dados específicos do vendedor para ajudar nossos negócios de marcas próprias", disse Bezos. "Mas não posso garantir a você que essa política não foi violada." Jeff Bezos, dono da Amazon, em audiência nos EUA Reprodução Tim Cook, CEO da Apple Em sua fala de abertura na Câmara, Tim Cook destacou que o mercado de smartphones é "ferozmente" competitivo inclui a chinesa Huawei, que tem sido foco de uma considerável preocupação de segurança nacional dos EUA. Tim Cook, presidente da Apple, em audiência nos EUA Reprodução Sundar Pichai, CEO do Google Durante o questionário, o presidente do subcomitê antitruste, David Cicilline, perguntou para Pichai sobre acusações de que o Google estaria "roubando conteúdo" de pequenos sites, com o objetivo de manter as pessoas conectadas à plataforma da Alphabet. "Não concordo com a caracterização dessa afirmação", disse Pichai. "Sempre focamos em fornecer aos usuários as informações mais relevantes". Sundar Pichai, presidente do Google, em audiência nos EUA Reprodução Jeff Bezos, da Amazon, lidera a lista de mais ricos do mundo Jeff Bezos, dono da Amazon, aumenta a fortuna em US$ 13 bilhões em um dia