IBM encerra área de pesquisa em reconhecimento facial e pede reforma da polícia

Em carta ao Congresso, presidente da empresa afirmou que se opõe ao uso da tecnologia para monitoramento em massa e vigilância. Segundo rede americana, receita da área não era significativa. IBM anuncia investimento de centro de dados para computação em nuvem no Brasil. Valores não foram divulgados. Sergio Perez/Reuters A IBM anunciou em uma carta ao Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira (8) que não oferecerá mais seu software de reconhecimento facial e defendeu novos esforços para busca de justiça e equidade racial, disse o novo presidente-executivo da companhia, Arvind Krishna. A empresa deixará de trabalhar com o software de reconhecimento facial e se opõe a qualquer uso dessa tecnologia para fins de vigilância em massa e perfil racial, disse Krishna, que também defendeu novas regras federais para responsabilizar a polícia por má conduta. A IBM não explicou o momento de sua decisão de abandonar o desenvolvimento da tecnologia de reconhecimento facial, mas Krishna disse aos parlamentares "agora é o momento de iniciar um diálogo nacional sobre se e como a tecnologia de reconhecimento facial deve ser empregada pelas agências domésticas de aplicação da lei". O anúncio ocorre enquanto os Estados Unidos enfrentam protestos após o assassinato de George Floyd e crescentes pedidos de uma reforma policial. Entenda os protestos nos EUA após a morte de George Floyd "A IBM se opõe firmemente e não tolerará o uso de nenhuma tecnologia, incluindo a tecnologia de reconhecimento facial oferecida por outros fornecedores, para vigilância em massa, elaboração de perfis raciais, violações dos direitos humanos e liberdades básicas", escreveu Krishna. Ele acrescentou que "a tecnologia pode aumentar a transparência e ajudar a polícia a proteger as comunidades, mas não deve promover discriminação ou injustiça racial". De acordo com a rede de televisão CNBC, os negócios de reconhecimento facial da IBM não geravam receita significativa. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à agência Reuters que as decisões sobre produtos de reconhecimento facial foram tomadas ao longo de um período de meses. A empresa deixará de comercializar, vender ou atualizar os produtos, mas apoiará os clientes conforme necessário, acrescentou a fonte.

IBM encerra área de pesquisa em reconhecimento facial e pede reforma da polícia
Em carta ao Congresso, presidente da empresa afirmou que se opõe ao uso da tecnologia para monitoramento em massa e vigilância. Segundo rede americana, receita da área não era significativa. IBM anuncia investimento de centro de dados para computação em nuvem no Brasil. Valores não foram divulgados. Sergio Perez/Reuters A IBM anunciou em uma carta ao Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira (8) que não oferecerá mais seu software de reconhecimento facial e defendeu novos esforços para busca de justiça e equidade racial, disse o novo presidente-executivo da companhia, Arvind Krishna. A empresa deixará de trabalhar com o software de reconhecimento facial e se opõe a qualquer uso dessa tecnologia para fins de vigilância em massa e perfil racial, disse Krishna, que também defendeu novas regras federais para responsabilizar a polícia por má conduta. A IBM não explicou o momento de sua decisão de abandonar o desenvolvimento da tecnologia de reconhecimento facial, mas Krishna disse aos parlamentares "agora é o momento de iniciar um diálogo nacional sobre se e como a tecnologia de reconhecimento facial deve ser empregada pelas agências domésticas de aplicação da lei". O anúncio ocorre enquanto os Estados Unidos enfrentam protestos após o assassinato de George Floyd e crescentes pedidos de uma reforma policial. Entenda os protestos nos EUA após a morte de George Floyd "A IBM se opõe firmemente e não tolerará o uso de nenhuma tecnologia, incluindo a tecnologia de reconhecimento facial oferecida por outros fornecedores, para vigilância em massa, elaboração de perfis raciais, violações dos direitos humanos e liberdades básicas", escreveu Krishna. Ele acrescentou que "a tecnologia pode aumentar a transparência e ajudar a polícia a proteger as comunidades, mas não deve promover discriminação ou injustiça racial". De acordo com a rede de televisão CNBC, os negócios de reconhecimento facial da IBM não geravam receita significativa. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à agência Reuters que as decisões sobre produtos de reconhecimento facial foram tomadas ao longo de um período de meses. A empresa deixará de comercializar, vender ou atualizar os produtos, mas apoiará os clientes conforme necessário, acrescentou a fonte.