Polícia europeia diz que site já evitou US$ 632 milhões de 'resgates' cobrados por vírus de computador

'No More Ransom' reúne ferramentas para contornar ataques que embaralham dados do computador. Site Crypto Sheriff ajuda a vítimas de vírus de resgate a encontrar ferramentas para recuperar dados Reprodução O serviço de polícia europeu Europol informou que o site "No More Ransom", criado pela entidade com o auxílio de profissionais e empresas de segurança, já teria auxiliado quatro milhões de vítimas e contornado até US$ 632 milhões (R$ 3,2 bilhões) em cobranças de "vírus de resgate", os "ransomware". Os dados foram divulgados para comemorar os quatro anos de existência do projeto. O vírus de resgate é uma praga digital que embaralha os arquivos armazenados no computador com uma chave criptográfica, impedindo que o usuário recupere as informações. Em seguida, o vírus apresenta uma mensagem cobrando um determinado valor para que os criminosos revelem a chave e o software capaz de consertar o estrago. Ainda que pareçam muito semelhantes para as vítimas, os vírus de resgate são muito diferentes entre si. A vítima precisa primeiro identificar o vírus específico que entrou no computador e, em seguida, procurar uma ferramenta adequada para tentar normalizar a situação. Esse é o trabalho da seção Crypto Sheriff. No site, que está disponível em português, as vítimas podem enviar arquivos criptografados e a mensagem de resgate recebida para que o sistema identifique o vírus e ofereça a ferramenta certa. A página hoje conta com ferramentas para decifrar 140 vertentes de vírus de resgate. É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate? Por regra, o embaralhamento de dados realizado pelos vírus de resgate não pode ser desfeito. No entanto, os criminosos cometem erros na programação e operação das pragas digitais, deixando chaves de decifragem expostas. Em 2015, autoridades policiais colaboraram com a fabricante de antivírus Kaspersky após prender os dois responsáveis pelos vírus de resgate CoinVault e Bitcryptor. Na época, os agentes conseguiram apreender as chaves mantidas pelos criminosos, e estas puderam ser incluídas nas ferramentas. Esse foi o início do projeto "No More Ransom", que ainda tem as fabricantes de antivírus Kaspersky e McAfee como as principais parceiras. No entanto, o site também traz ferramentas de muitas outras empresas, como Bitdefender, Eset, Trend Micro, Cisco, Emsisoft. Segundo a Europol, são 163 parceiros. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Polícia europeia diz que site já evitou US$ 632 milhões de 'resgates' cobrados por vírus de computador
'No More Ransom' reúne ferramentas para contornar ataques que embaralham dados do computador. Site Crypto Sheriff ajuda a vítimas de vírus de resgate a encontrar ferramentas para recuperar dados Reprodução O serviço de polícia europeu Europol informou que o site "No More Ransom", criado pela entidade com o auxílio de profissionais e empresas de segurança, já teria auxiliado quatro milhões de vítimas e contornado até US$ 632 milhões (R$ 3,2 bilhões) em cobranças de "vírus de resgate", os "ransomware". Os dados foram divulgados para comemorar os quatro anos de existência do projeto. O vírus de resgate é uma praga digital que embaralha os arquivos armazenados no computador com uma chave criptográfica, impedindo que o usuário recupere as informações. Em seguida, o vírus apresenta uma mensagem cobrando um determinado valor para que os criminosos revelem a chave e o software capaz de consertar o estrago. Ainda que pareçam muito semelhantes para as vítimas, os vírus de resgate são muito diferentes entre si. A vítima precisa primeiro identificar o vírus específico que entrou no computador e, em seguida, procurar uma ferramenta adequada para tentar normalizar a situação. Esse é o trabalho da seção Crypto Sheriff. No site, que está disponível em português, as vítimas podem enviar arquivos criptografados e a mensagem de resgate recebida para que o sistema identifique o vírus e ofereça a ferramenta certa. A página hoje conta com ferramentas para decifrar 140 vertentes de vírus de resgate. É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate? Por regra, o embaralhamento de dados realizado pelos vírus de resgate não pode ser desfeito. No entanto, os criminosos cometem erros na programação e operação das pragas digitais, deixando chaves de decifragem expostas. Em 2015, autoridades policiais colaboraram com a fabricante de antivírus Kaspersky após prender os dois responsáveis pelos vírus de resgate CoinVault e Bitcryptor. Na época, os agentes conseguiram apreender as chaves mantidas pelos criminosos, e estas puderam ser incluídas nas ferramentas. Esse foi o início do projeto "No More Ransom", que ainda tem as fabricantes de antivírus Kaspersky e McAfee como as principais parceiras. No entanto, o site também traz ferramentas de muitas outras empresas, como Bitdefender, Eset, Trend Micro, Cisco, Emsisoft. Segundo a Europol, são 163 parceiros. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com