Vírus espionam sistema operacional da Apple e roubam carteiras de criptomoedas

Especialistas encontram novos ataques que miram usuários de MacBook. Pragas digitais miram usuários de macOS para roubar criptomoedas. Creative Commons e Divulgação As fabricantes de antivírus Trend Micro e Eset publicaram alertas sobre novos códigos maliciosos que estão mirando usuários do macOS, o sistema operacional da Apple usado em MacBooks e iMacs. Os programas são capazes de espionar o sistema e, em um dos casos, apresentar comportamento semelhante ao de um vírus de resgate. O macOS é considerado um alvo muito menos comum para pragas digitais do que o Windows. O perfil das ameaças também é diferente: muitos dos programas maliciosos para macOS apenas mostram publicidade. Mas esses ataques descritos pelos especialistas, que usam os vírus Gmera e ThiefQuest, são focados no roubo de informações. Ambos miram o roubo de carteiras virtuais ou senhas de serviços para gestão de criptomoedas, mas têm características diferentes. Criminosos tentam manipular resultados de busca para distribuir vírus de macOS, alerta empresa Apple alerta que cobrir webcam pode danificar a tela quando o notebook for fechado Gmera O Gmera, analisado pela Eset, é um ladrão de carteiras de criptomoeda. Ele também pode roubar cookies – que podem ser usados para fazer login em sites como lojas e redes sociais – e realiza capturas de tela do computador. O ataque chamou a atenção por clonar o visual e a funcionalidade de um software legítimo para gerenciar criptomoedas, o Kattana. Os criminosos geraram versões falsificadas do Kattana com nomes como Cointrazer, Cupatrade, Licatrade e Trezarus. Segundo o especialista Marc-Etienne M.Léveillé da Eset, é possível que as vítimas tenham sido abordadas individualmente pelos golpistas, que ofereciam o programa adulterado. Site legítimo do software Kattana (esquerda) e site falso com a marca Licatrade. Site falso oferece apenas programa para macOS Reprodução Os programas tinham uma assinatura digital válida para facilitar o uso dos aplicativos. No macOS, programas que não possuem uma assinatura digital válida só podem ser executados com um método específico, o que dificulta a disseminação da praga digital. A primeira versão do Gmera foi descoberta em setembro de 2019 pela Trend Micro. Na ocasião, o vírus se disfarçou de um programa para monitorar o mercado de ações. ThiefQuest De acordo com a Trend Micro, o ThiefQuest é um código malicioso em rápida evolução. Ele está sendo distribuído em versões piratas do macOS na internet. A Apple não vende o sistema operacional separado dos computadores. Sendo assim, quem normalmente busca o macOS para download em fontes não oficiais é quem está tentando instalar o macOS em computadores comuns para criar os chamados "hackintosh". Esse tipo de configuração não é autorizada pela Apple. O ThiefQuest pode redirecionar sites de serviços para gerenciar carteiras de criptomoedas, levando os usuários para páginas clonadas que poderão roubar suas senhas. A praga digital também é capaz de contaminar outros arquivos executáveis como um "vírus clássico". Esse tipo de comportamento é incomum em códigos maliciosos modernos, mas aumenta a dificuldade para remover vírus em sistemas em que não há um antivírus instalado – como é muitas vezes o caso do macOS. No entanto, a Trend Micro afirmou que o código apresenta erros e há casos em que os arquivos são alterados de forma incompleta ou contaminados duas vezes. Programadores com experiência nesse tipo de código não cometeriam esses erros, avaliou a empresa. O código espião obedece a comandos de um servidor de controle e pode enviar arquivos do computador para os hackers ou atuar como um vírus de resgate. A Trend Micro alertou, no entanto, que a funcionalidade de vírus de resgate pode ser apenas um meio de disfarçar o verdadeiro propósito do vírus. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Vírus espionam sistema operacional da Apple e roubam carteiras de criptomoedas
Especialistas encontram novos ataques que miram usuários de MacBook. Pragas digitais miram usuários de macOS para roubar criptomoedas. Creative Commons e Divulgação As fabricantes de antivírus Trend Micro e Eset publicaram alertas sobre novos códigos maliciosos que estão mirando usuários do macOS, o sistema operacional da Apple usado em MacBooks e iMacs. Os programas são capazes de espionar o sistema e, em um dos casos, apresentar comportamento semelhante ao de um vírus de resgate. O macOS é considerado um alvo muito menos comum para pragas digitais do que o Windows. O perfil das ameaças também é diferente: muitos dos programas maliciosos para macOS apenas mostram publicidade. Mas esses ataques descritos pelos especialistas, que usam os vírus Gmera e ThiefQuest, são focados no roubo de informações. Ambos miram o roubo de carteiras virtuais ou senhas de serviços para gestão de criptomoedas, mas têm características diferentes. Criminosos tentam manipular resultados de busca para distribuir vírus de macOS, alerta empresa Apple alerta que cobrir webcam pode danificar a tela quando o notebook for fechado Gmera O Gmera, analisado pela Eset, é um ladrão de carteiras de criptomoeda. Ele também pode roubar cookies – que podem ser usados para fazer login em sites como lojas e redes sociais – e realiza capturas de tela do computador. O ataque chamou a atenção por clonar o visual e a funcionalidade de um software legítimo para gerenciar criptomoedas, o Kattana. Os criminosos geraram versões falsificadas do Kattana com nomes como Cointrazer, Cupatrade, Licatrade e Trezarus. Segundo o especialista Marc-Etienne M.Léveillé da Eset, é possível que as vítimas tenham sido abordadas individualmente pelos golpistas, que ofereciam o programa adulterado. Site legítimo do software Kattana (esquerda) e site falso com a marca Licatrade. Site falso oferece apenas programa para macOS Reprodução Os programas tinham uma assinatura digital válida para facilitar o uso dos aplicativos. No macOS, programas que não possuem uma assinatura digital válida só podem ser executados com um método específico, o que dificulta a disseminação da praga digital. A primeira versão do Gmera foi descoberta em setembro de 2019 pela Trend Micro. Na ocasião, o vírus se disfarçou de um programa para monitorar o mercado de ações. ThiefQuest De acordo com a Trend Micro, o ThiefQuest é um código malicioso em rápida evolução. Ele está sendo distribuído em versões piratas do macOS na internet. A Apple não vende o sistema operacional separado dos computadores. Sendo assim, quem normalmente busca o macOS para download em fontes não oficiais é quem está tentando instalar o macOS em computadores comuns para criar os chamados "hackintosh". Esse tipo de configuração não é autorizada pela Apple. O ThiefQuest pode redirecionar sites de serviços para gerenciar carteiras de criptomoedas, levando os usuários para páginas clonadas que poderão roubar suas senhas. A praga digital também é capaz de contaminar outros arquivos executáveis como um "vírus clássico". Esse tipo de comportamento é incomum em códigos maliciosos modernos, mas aumenta a dificuldade para remover vírus em sistemas em que não há um antivírus instalado – como é muitas vezes o caso do macOS. No entanto, a Trend Micro afirmou que o código apresenta erros e há casos em que os arquivos são alterados de forma incompleta ou contaminados duas vezes. Programadores com experiência nesse tipo de código não cometeriam esses erros, avaliou a empresa. O código espião obedece a comandos de um servidor de controle e pode enviar arquivos do computador para os hackers ou atuar como um vírus de resgate. A Trend Micro alertou, no entanto, que a funcionalidade de vírus de resgate pode ser apenas um meio de disfarçar o verdadeiro propósito do vírus. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com